Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011

Deixem governar o País!



Faz depois de amanhã oito dias que ele falou assim:

http://youtu.be/4XTR8t672z4

O País entrou em alvoroço, e até mesmo muitos dos que nele votaram se arrependeram, ao egoisticamente se lembrarem dos seus dois subsídios perdidos, por cada ano de resgate, vociferaram "que não há direito!" e que haveria outras formas de intervir em socorro de Portugal.

É claro que nenhum desses alvoroçados explicou que outras formas havia para atigir aquele desiderato, porque pura e simplesmente não existem.

Ouçamos este comentarista, excelente economista e uma promessa que desponta por entre a massa cinzenta portuguesa:

http://youtu.be/RD9vY2KcIyQ

Esta tese tem sido corroborada nas últimas horas por diversos economistas portugueses de renome.

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Na segunda-feira passada o projecto de Orçamento para 2012 entrou na Assembleia da República e o Ministro das Finanças, como seria de esperar, dando a cara com brilho e circunstância, disse:

http://youtu.be/VUoxOYaTqSE

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Daí para cá tem-se visto a esquerda no seu melhor! Comunicados, entrevistas, convocação de greves, enfim, um desvario total.

Eu sei que em democracia se pode manifestamente estar contra praticamente tudo, mas, neste caso, se se quer dizer mal, que haja a hombridade de se apresentar hipóteses alternativas credíveis.

Portugal tem sido desgovernado, ano após ano por governantes apátridas, incompetentes, perdulários, sem qualquer noção de Bem Comum.

Eu não sou do PSD, nunca votei nesse partido, nem votarei com certeza, mas creio firmemente que este é o melhor Governo que Portugal já teve depois do 25 de Abril.

Bem dizia Cícero a Júlio César, "ali para as bandas da Hispânia, na região da Lusitânia, há um povo que nem se governa nem se deixa governar".

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Apetece-me terminar com este pequeno vídeo:

http://youtu.be/HbfJf-4dbO4

Eu acredito. E tu?

Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011

O terrorismo faz anos



No Domingo passado, dia 11 de Setembro, completaram-se 10 anos sobre o ataque terrorista às torres gémeas (Twin Towers) de Nova Iorque.

Este incidente histórico foi catalogado como o acto terrorista mais abominável da história da humanidade.

Eu, um profundo estudioso da História, e do fenómeno político no seu decurso, também o reputo como tal - foi, de facto, o acto terrorista mais odioso e grandioso de que há memória.

Terrorista e odioso, sim, mas quem o praticou?

Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011

A minha mãezinha



No Domingo passado, dia 11 de Setembro, pelas cinco da tarde, depois de ter lanchado naturalmente, a minha mãe, com quase 91 anos de vida, levantou-se da mesa, atravessou a sala em direcção ao sofá, encostou a sua bengala à parede, como sempre fazia, sentou-se delicadamente, encostou para trás a cabeça e, no tempo que demora o gorjeio de um passarinho, fechou os olhos e subiu ao Céu, na hora que Deus mandou.

Sem sofrimento, sem qualquer doença, sem qualquer preocupação, a minha mãe partiu tão naturalmente como a rosa desabrocha com o despertar da manhã.

Agradeço a Deus os anos que lhe concedeu de vida, durante os quais deu à família e dela recebeu o Amor que nunca lhe faltou.

Agradeço a Deus também a paz com que a chamou a Si.

Que lá do Alto donde está me deite a sua benção, como me fazia todas as noites, e que era a própria benção do Altíssimo.

Domingo, 4 de Setembro de 2011

As minhas três capitais



Em consequência do depoimento que fiz na crónica do dia 29 de Agosto, são três as capitais das quais me reconheço subdito, Montalegre, a capital do meu Concelho, Vila Real, a capital da minha Província, e Lisboa, a capital do meu País.
Montalegre, Vila Real e Lisboa, nenhuma mais!
Poderá um dia Bruxelas vir a ser a capital do meu Estado federal, poderá, mas, por agora, só me revejo naquelas minhas três queridas capitais.

Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011

As minhas três Pátrias




Montalegre é a minha pequena pátria local.
Nela me revejo totalmente, no cheiro do ar que respiro, no som dos regatos que cantam, nas montanhas que me rodeiam no horizonte, nas pessoas que por mim passam, que sabem a minha história e cujas histórias eu sei, na cor dos campos que diviso e forma das pedras que conhecem o meu andar, nas árvores que frondam e nos chilreios que descem dos beirais, no rio que serpenteia ao nascer e nas casas que me recordam tempos que o tempo teve.
Se tirassem Montalegre do meu peito, todo eu me desfazia em cinza e nada.
Trás-os-Montes é a minha pequena pátria regional.
Nela me revejo totalmente, no carácter que me determina, na fé que me abrasa, na esperança que me anima, na vontade que me guia, na coragem que me segura, na valentia que me empurra, na honradez que me sossega, na hospitalidade que me entrega e na sensibilidade que me adoça.
Se tirassem Trás-os-Montes do meu peito, todo eu seria culturalmente cinzento.
Portugal é a minha Pátria nacional.
Nele me revejo totalmente, no nacionalismo que prego, na Língua que cultivo e que dos outros me aproxima, no gosto pela aventura, no jeito singular do meu feitio, na madrugada que canta no meu sangue, na universalidade dos caminhos que trilho, no improviso que me salva, na saudade que o mar me provoca.
Se tirassem Portugal do meu peito, eu morreria logo ali.